KEEP IT REAL

Artes, Literatura

This rare little monkey lived from at least mid-2005 towards the bottom of Ravenscroft St, close to Columbia Rd (postcode: E2 7QB. Map/GPS reference: TQ 33927 82885)
There is only one rule in life. Yes, really… just one. You can never have enough monkeys.
That’s it. Sorry if I have now spoiled the meaning of life for you, but you had to know sooner or later. Oh, and whilst I’m making people’s lives better I’ll let you into a secret: the tooth fairies don’t really leave you money in return for your teeth; it’s your parents.
Never the greatest graffiti (it was rather small and hence the detail was poor) but for a long time it was the only surviving example around. It was then buffed (circa December 2006). There is a photo of a similar monkey in Wall and Piece, but it’s not conclusive evidence that this one is ‘real’. We’ll never totally know.

BULL, Martin. Banksy locations & tours vol 1: a collection of graffiti locations and photographs in London, England. Canada: PM Press, 2011. p. 68-69.

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Grécia Antiga e o Graffiti

Artes, Literatura, Opinião

Estudando a concepção de arte na Grécia Antiga e entendendo que, após as tragédias dionisíacas a arte passa a ser, partindo de Platão, algo dominado pela filosofia e, seguindo esse pensamento, dividida em duas categorias: artes liberais (livres) e artes vulgares.

“La única clasificación general de las artes en el mundo antiguo que se parece de modo significativo a las ideas modernas es la división tardo-helenística y romana entre artes liberales y artes vulgares (o serviles). Las artes vulgares son las que hacían intervinir el trabajo físico y/o el pago, mientras que las artes libres eran las intelectuales, apropiadas para las personas de alcurnia y cultivadas. […] La destreza o la habilidad al cantar o al ejecutar un instrumento sólo eran consideradas arte liberal cuando formaban parte de la educación o el esparcimiento de la clase alta. Cobrar por cantar o por tocar un instrumento con ocasión de un banquete era parte de las artes vulgares (Shapiro, 1992).”
SHINER, Larry. La invención del arte: Una historia cultural. Argentina: Paidos, 2004. p. 49.

Comparando o pensamento da Grécia Antiga com o da nossa sociedade atual, penso que talvez o que ocorre com o grafitti não é o mesmo que ocorria naquela civilização datada antes de Cristo. Enquanto alguns artistas comemoram a conquista, ainda que pequena, dessa arte, antes marginal, na galeria, outros veem com maus olhos essa mudança. A arte quando dentro da galeria perde seu valor para os praticantes de tal técnica enquanto ganha valor para os apreciadores. Não tomo lado, pois compreendo que talvez, quando institucionalizado, o graffiti se distancia do seu real significado. Porém, a arte é feita de reavaliações, ressignificações e reconstruções.

Ilustração, graffiti e identidade brasileira

Artes

Folheando uma das edições da Zupi que encontrei dois grandes ilustradores, Bobby Chiu e Kei Cedera. São dois dos oito artistas independentes que compõem o Imaginism Studios. Entre os trabalhos realizados pelos oito artistas estão concept arts para a versão de Tim Burton de Alice no País das Maravilhas.

Na mesma edição, encontrei o artista da capa de um Schizzi Book que comprei há um tempo atrás. É o Diego Cardoso, um graffiteiro de São Paulo com um traço super original. Mas, ultimamente, o graffiti que mais tem me chamado atenção é do também paulista Cranio, que trabalha pelas ruas de São Paulo desde 1998. Em suas próprias palavras, o seu objetivo é “levar a arte para toda a população, usando uma linguagem contemporânea”. Mais do que isso, Cranio mostra como a nossa identidade brasileira foi deturpada, com índios estampados por toda cidade de concreto, carregando sacolas de McDonald’s, vestindo bandeiras brasileiras e dormindo pelas ruas. Obrigados a se alimentar da cultura que nos é vendida, esses índios refletem a nossa imagem. Para quem não conhece, aconselho conferir.